quinta-feira, 22 de fevereiro de 2018

22 de fevereiro Cadeira de São Pedro e Santa Margarida de Cortona


https://4.bp.blogspot.com/-gJAY6ay8pCA/VOnSukl75sI/AAAAAAAABgI/vyFURyEdUCs/s640/trono_sao_pedro.jpgA Cátedra de Pedro ou Cadeira de São Pedro (Cathedra Petri em latim) é uma relíquia, conservada na Basílica de São Pedro em Roma, dentro de um compartimento de bronze, dourado, projetado e construído por Gian Lorenzo Bernini entre 1647 e 1653, que possuí a forma de uma cadeira de espaldar alto.  
   A cadeira de um bispo ou outra autoridade religiosa, especialmente se dentro de uma catedral, é chamada cátedra (cathedra do latim) e esta concretamente é a que está na Basílica de São Pedro e que tem sido utilizada pelos papas como trono para o seu exercício de autoridade máxima e ex cathedra.
  A cadeira de um Bispo é chamada de Cátedra. Daí vem o nome Catedral, ou seja, a igreja que abriga a Cátedra do Bispo local.
    Há registros do ano de 370, do Papa São Damásio I, descrevendo uma cadeira portátil que era usada pelo Bispo de Roma nas dependências do Vaticano e mencionando várias celebrações festivas de anos anteriores que eram feitas em sua honra. 
    A Sagrada Tradição sustenta que as relíquias da cadeira usada por São Pedro estão guardadas embaixo do assento de bronze dessa cadeira elevada, situada na Basílica de São Pedro, sustentada por 4 Doutores da Igreja que defenderam a primazia de São Pedro: Santo Ambrósio e Santo Atanásio, à esquerda, e São João Crisóstomo e Santo Agostinho, à direita.
    Registros igualmente antigos dão conta de uma segunda cadeira usada por São Pedro, que foi escondida nas catacumbas de Priscila.
     Assim da primitiva existiriam apenas uns pequenos pedaços que seriam encrostados nesta nova cadeira, igualmente de madeira, que encontra-se lacrada no tal compartimento de bronze da autoria de Gian Lorenzo Bernini. Para se o compreender é preciso pensar que, na altura, estava-se em plena contra-reforma em que foram construídos diversos outros relicários com a intenção de proteger as respectivas relíquias. Podemos ver que, como em O Êxtase de Santa Teresa, este é uma fusão da arte Barroco, escultura e arquitetura ricamente policromada, manipulando efeitos de luz. Depois possuí um painel com estofos padrão com um baixo-relevo de Cristo dando as chaves do céu a Pedro. Diversos anjos estão em torno do painel, em baixo há uma assento almofadado de bronze vazio: a relíquia da antiga cadeira está lá dentro.
  Na Bíblia, em Mateus 16:18-19, Jesus fala para Pedro: "Tu es Petrus et super hanc petram aedificabo Ecclesiam meam et portae inferi non praevalebunt adversum eam. et tibi dabo claves regni cælorum et quodcumque ligaveris super terram erit ligatum in cælis et quodcumque solveris super terram erit solutum in cælis." ("Tu és Pedro, e sobre esta pedra edificarei a minha Igreja as portas do inferno nunca prevalecerão contra ela. Eu te darei as chaves do Reino dos Céus e o que ligares na terra será ligado nos céus. E o que desligares na terra será desligado nos céus"), esta frase está inscrita na cúpula em cima do relicário, sendo ambos vistos como símbolos da autoridade do Papa. Este evento é conhecido como Confissão de Pedro.


Ex cathedra.


  
 A infalibilidade papal é o dogma, a que afirma que o Papa em comunhão com o Sagrado Magistério, quando delibera e define (clarifica) solenemente algo em matéria de fé ou moral (os costumes), ex cathedra, está sempre correto. Isto porque, na clarificação solene e definitiva destas matérias, o Papa goza de assistência sobrenatural do Espírito Santo, que o preserva de todo o erro.

  O uso da infalibilidade é restrito somente às questões e verdades relativas à fé e à moral (costumes), que são divinamente reveladas ou que estão em íntima conexão com a Revelação divina. Uma vez proclamadas e definidas solenemente, estas matérias de fé e de moral transformam-se em dogmas, ou seja, em verdades imutáveis e infalíveis que qualquer católico deve aderir, aceitar e acreditar de uma maneira irrevogável.Logo, a consequência da infalibilidade é que a definição ex catedra dos Papas não pode ser revogada e é por si mesma irreformável.
  As declarações de um Papa em ex cathedra não devem ser confundidas com ensinamentos que são falíveis, como uma bula. A infalibilidade papal foi longamente discutida e ensinada como doutrina católica, tendo sido declarada um dogma na Constituição Dogmática Pastor Aeternus, sobre o primado e infalibilidade do Papa, promulgada pelo Concílio Vaticano I. A Constituição foi promulgada na Quarta Sessão do Concílio, em 18 de julho de 1870, pelo Papa Pio IX.
  A parte dispositiva do documento tem o seguinte teor:
"O Romano Pontífice, quando fala "ex cathedra", isto é, quando no exercício de seu ofício de pastor e mestre de todos os cristãos, em virtude de sua suprema autoridade apostólica, define uma doutrina de fé ou costumes que deve ser sustentada por toda a Igreja, possui, pela assistência divina que lhe foi prometida no bem-aventurado Pedro, aquela infalibilidade da qual o divino Redentor quis que gozasse a sua Igreja na definição da doutrina de fé e costumes. Por isto, ditas definições do Romano Pontífice são em si mesmas, e não pelo consentimento da Igreja, irreformáveis."
     A Igreja Católica acredita no dogma da infalibilidade papal porque ela, governada pelo Papa em união com os seus Bispos, professa que ela é o autêntico "sacramento de Jesus Cristo, a Verdade em pessoa e Aquele que veio trazer as verdades fun­da­mentais" à humanidade para a sua salvação.
 O dogma é o "efeito concreto" da "promessa de Cristo de preservar a sua Igreja na verdade".


Santa Margarida de Cortona
 http://images.delcampe.com/img_large/auction/000/028/132/117_001.jpg?v=1

Tinha vinte e oito anos e era mãe de um menino quando ela perdeu seu amante, o conde de Montepulciano, na Itália. Ela encontrado morto ao pé de uma árvore. Ela voltou para o seu pai, um fazendeiro pobre da Toscana que o recebeu com amor. Ela queria ir para um convento de Cortona, mas recusou-a porque ela era muito bonita e ainda não tem idade suficiente. Ela decidiu resgatar seus erros por penitência pública, andando nas ruas, mostrado por um burro que, nas ruas da cidade, gritando seu passado. Ela vivia em um barraco para as pessoas ricas que lhe havia dado na parte inferior do seu jardim, enquanto os franciscanos foram responsáveis ​​por seu filho. Inscrito na Ordem Franciscana Secular, ela viveu vinte e três anos, recompensado por Deus muitos favores místicos.
No Cortona na Toscana, no ano de 1297, St. Margaret. Muito perturbado pela morte violenta de seu amante, ela lavou uma penitência salutar as manchas de sua juventude e recebeu na Ordem Terceira de São Francisco, ela retirou-se para a contemplação admirável de coisas celestiais, enriquecida por Deus com carismas a partir de cima.

Martirológio romano

https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/e/e5/Margaret_of_Cortona.jpg  Santa Margarida, natural de Alviano na Toscana, tem o sobrenome de Cortona, cidade onde passou grande parte da vida e morreu. Menina de 8 anos, apenas, perde a mãe, que a tinha educado com todo o cuidado. A perda da mãe foi o princípio da infelicidade da pobre órfã. Não havendo quem lhe guiasse os passos e de certo modo substituísse o cuidado e a vigilância materna, Margarida viu-se em breve rodeada de elementos que pessimamente a influíram na formação do caráter. Bonita, atraente, de temperamento jovial e expansivo, deu ouvidos às vãs lisonjas e fúteis amabilidades, e abriu as portas do coração à vaidade.
Em vão o pai avisou-a do perigo que corria. Esses bons conselhos foram dados a ouvidos surdos. Dezesseis anos contava Margarida, quando abandonou secretamente a casa paterna, procurando a companhia de um jovem fidalgo, com quem viveu ilícita e criminosamente pelo espaço de nove anos, em Montepulciano. Deus, que permitira esta triste queda, não perdeu de vista a ovelhinha desgarrada. A consciência não deixou de fazer-lhe reclamos, com insistência cada vez mais acentuada.
   Debalde, Margarida não se animava a deixar a vida, que a algemava aos prazeres ilícitos. Deu-se então um fato que lhe abriu os olhos e a chamou ao bom caminho. O amante tendo empreendido longa viagem de negócio, foi em caminho assaltado e assassinado. O cadáver esteve dois dias e duas noites no lugar do crime, ficando-lhe ao lado o cão, que tinha acompanhado o dono.    No terceiro dia apareceu o fiel animal na casa de Margarida e pelo latido plangente, deu sinal de um acontecimento extraordinário.
   Como, porém, Margarida não desse atenção, o cão puxou-a pelo vestido, como se quisesse convidá-la a acompanhá-lo. Margarida então atendeu e o cão conduziu-a ao lugar onde se achava o corpo do assassinado, já em estado de decomposição bem adiantada, enchendo o ambiente de cheiro insuportável.
  Margarida, diante do espetáculo que se lhe apresentava ante os olhos, impressionou-se profundamente e o primeiro pensamento que lhe veio, foi: “Onde estará sua alma?” Que momento de horror para Margarida! Mas também era a hora da graça e da salvação que se aproximava!
   A porta do coração, tanto tempo fechada aos convites de Deus, abriu-se ao Bom Pastor. Jesus, que tinha andado tantos anos atrás desta ovelha tresmalhada achou-a enfim e, pondo-a sobre os ombros, levou-a ao aprisco. Lágrimas de arrependimento borbulhavam dos olhos de Margarida; uma dor profunda e sincera feria-lhe o coração; mas, animada por uma confiança ilimitada na misericórdia de Deus, dizia de si para si: “Deus quer salvar-me. Porque teve tanta paciência comigo? É seu amor, que me deu tanto tempo para fazer penitência; é seu amor que me mandou este tremendo aviso, quem sabe? Talvez o último”.
      Profundamente abalada, no seu interior, voltou para casa, resolvida a dizer adeus ao pecado e começar uma nova vida, vida de penitência. Fez o voto de dedicar o resto da vida à mais severa penitência. Caiu-lhe na alma, como um peso enorme, o modo ingrato com que tratara o pai e parecia-lhe ouvir os gemidos de dor, que durante nove anos, seu procedimento tinha arrancado do coração do seu maior benfeitor.
     Resolutamente se pôs a caminho, à procura do pai. Embora compenetrada da gravidade da culpa, embora dizendo-se indigna do paternal perdão, resolvida estava a fazer tudo, para reparar a falta e reabilitar-se na amizade do pai. Margarida contava então 25 anos.
    Chegando a Alviano, em altos soluços, prostrou-se aos pés do pai, pedindo a recebesse outra vez em sua casa, pois que estava resolvida a mudar de vida. O pai comoveu-se diante do pedido da filha e recebeu-a com todo amor; não assim, porém, a madrasta, que não viu de bons olhos a permanência da pecadora em sua casa. Desolada e sem saber o que fazer, sem recursos e sem residência, no auge da provação, Margarida sentou-se num tronco à beira do caminho. O demônio logo entrou em cena, tentando-a: “Você tem somente 26 anos e está no auge de sua formosura. Muitos outros pretendentes surgirão. Vamos, erga a cabeça e recomece de novo a vida de fausto e de alegria!”. “Não! –– exclamou Margarida, resoluta. Já ofendi muito a Nosso Senhor, que verteu seu sangue inocente por mim. Mais vale a pena mendigar o pão que voltar ao pecado”. Nesse momento outra voz, a da graça, se fez ouvir: “Em Cortona os filhos de São Francisco compadecer-se-ão de ti e dir-te-ão o que fazer”.Nessa época Cortona era uma república, com administração autônoma. Era próspera e tinha vida religiosa intensa. A pobre Margarida, sem conhecer ninguém, procurou o convento dos frades franciscanos. Duas damas locais, Marinaria e Romeria Boscari, a encontraram e ficaram comovidas ao ver sua profunda tristeza e o sofrimento que se exprimia em seu rosto. Com bondade, perguntaram-lhe se precisava de algo. Margarida abriu-lhes a alma, contou seus pecados e sua inspiração de procurar os franciscanos da cidade. As duas nobres senhoras ofereceram-lhe abrigo em sua casa, e elas mesmas a apresentaram a Frei Bevegnati, varão venerável por sua virtude, que depois viria a escrever a história de Margarida. Esta, entre lágrimas e suspiros, fez uma confissão geral tão minuciosa, que durou oito dias. Pediu depois admissão na Ordem Terceira franciscana, também chamada da Penitência.
  Assim, exposta de novo ao perigo, Margarida, renovou o protesto de antes morrer de fome, do que voltar à vida anterior. Elevando os olhos ao céu, exclamou: “Meu Senhor e Salvador de minha alma, quereis que ela se perca? Ela vos custou tanto como a de Madalena. O’ vós que me remistes, pelo preço de vosso sangue, não me desampareis no meu mísero estado! Tende compaixão de mim!” Deus ouviu a oração da pobre pecadora. Esta, cedendo a um impulso interior, dirigiu-se a Cortona, para lá se confessar e receber do confessor a diretiva de uma nova vida. Fez a confissão geral, com muita contrição, na Igreja dos Padres Franciscanos. O pedido de Margarida de ser aceita entre as penitentes da Ordem Terceira pôde ser atendido, só depois dela ter dado prova suficiente de sua constância.
Preocupada em evitar uma recaída no pecado, Margarida cortou a formosa cabeleira, que tanto orgulho lhe causara, expôs o rosto ao sol para perder seu frescor, e examinava como reparar seu escândalo. Passou a dormir no solo e a alimentar-se apenas de ervas.
Certo domingo apareceu ela em Laviano na hora da Missa mais freqüentada, com uma corda ao pescoço, e ali, em altas vozes, pediu perdão a seus concidadãos pelo mau exemplo que lhes dera. Outra vez, em Cortona, Margarida fez-se arrastar com uma corda ao pescoço pelas ruas da cidade, enquanto uma mulher gritava: “Eis esta Margarida, que perdeu tantas almas; eis esta pecadora, que profanou tanto nossa cidade”.(1)
No intuito de se humilhar, muito mais coisas teria feito, se a obediência lhe tivesse permitido.
Margarida passava horas e horas de joelhos diante do Crucifixo, chorando por seus pecados. Seu arrependimento foi tão profundo e sincero, que um dia o Crucificado disse-lhe: “Teus pecados te são perdoados”.
Outra vez, quando em prantos meditava na Paixão de Nosso Senhor, Este perguntou-lhe: “Que queres, minha pobre pecadora?”. E Margarida, num transporte de amor, respondeu: “Senhor Jesus, não quero senão a Vós, e não procuro senão a Vós”.     A partir da conversão, a vida de Margarida foi uma série contínua de práticas de virtudes, principalmente da mortificação, penitência, humildade e paciência. Tinha por alimento só pão e água; por leito o soalho e de travesseiro servia-lhe uma pedra. A maior parte da noite passava em oração e em práticas de penitência. Para castigar e mortificar o corpo sujeitou-o à disciplina diária. A meditação da Sagrada Paixão e Morte de Jesus Cristo não só lhe despertou no coração terno amor ao divino Salvador, mas também fez crescer-lhe cada vez mais o desejo de sofrer com ele e por ele. Os sofrimentos, que Deus lhe enviava aceitava-os com a maior paciência e o desprezo que recebia do mundo, causava-lhe prazer. O pesar de ter ofendido a Deus era tão grande, que não só chorava amargamente as infidelidades passadas, mas chegava até a desmaiar.
       Vinte e três anos passou Margarida penitenciando-se por seus pecados. Alguns anos depois da conversão lhe sobrevieram tentações as mais terríveis. O inimigo tudo fazia, para convencê-la da insuficiência das obras penitenciais. Surgiram na mente veleidades de abrandar a mortificação, sair de Cortona. Parecia-lhe que as penitências deviam ter já alcançado o completo perdão dos seus pecados e tinha a obrigação de conservar a vida, para poder servir a Deus muito tempo ainda. O bom senso, porém, e mais ainda a graça divina fizeram-lhe conhecer em tudo isto uma tentação diabólica.
     Numa ocasião, em que as tentações sobremodo a atormentaram, Margarida prostrou-se aos pés do Crucifixo, clamando a Deus que a socorresse. Cristo se dignou de aparecer a sua serva e disse-lhe: “Tem ânimo, minha filha! Estou contigo, no meio das tentações. Com apoio da minha graça, vencerás todas. Segue em tudo o conselho do teu confessor”. Não foi esta a única aparição que Margarida teve. Distinguiram-na com seus colóquios a SS. Virgem, vários Santos e principalmente o Anjo da Guarda.
     Este lhe deu certeza do completo perdão dos seus pecados. Apareciam-lhe também as almas do purgatório em particular aquelas que foram remidas pelas suas orações e penitências.
    A visão porém, mais consoladora que Cristo lhe concedeu, foi uma, pouco antes do feliz trânsito, em que Jesus, anunciando-lhe a proximidade da morte, assegurou-lhe a completa remissão dos pecados passados e que sua alma iria para o céu, acompanhada de todas as almas do Purgatório, que deviam a libertação às suas orações e boas obras. Com santa impaciência aguardou Margarida a chegada desta feliz data. Era o dia 22 de fevereiro de 1297. Margarida contava 48 anos. O corpo foi, em grande solenidade, enterrado na Igreja da Ordem de São Francisco, onde até hoje é conservado intacto. Muitos milagres têm provado a santidade da serva de Deus. Bento XIII inseriu-a solenemente no catálogo dos Santos, em 1728.
  Com esmolas recebidas Margarida fundou o Hospital de Santa Maria da Misericórdia, para cuidar dos pobres da cidade, a cargo de suas irmãs da Ordem Terceira Franciscana reunidas em uma Congregação por ela fundada, a das Poverelle. 
Margarida de Cortona, IPHAN-ESMuitos milagres, que o limite deste artigo não permite transcrever, foram operados por intercessão da penitente de Cortona, falecida aos 48 anos, no dia 22 de fevereiro de 1297. Seu corpo, transcorridos mais de 700 anos de sua morte, continua incorrupto. Ele pode ser visto num relicário de cristal, exposto na Basílica dedicada à sua honra, em Cortona.


Santa Margarida de Cortona martelo das uniões irregulares.E fez muita penitência tal impureza rogai a Deus pelo papa Francisco que apoia impurezas de 2 união e pior dar comunhão por tal escândalo.


Leitura da Epístola da epistola

I São Pedro 1, 1-7

1Pedro, apóstolo de Jesus Cristo, aos eleitos que são estrangeiros e estão espalhados no Ponto, Galácia, Capadócia, Ásia e Bitínia2- eleitos segundo a presciência de Deus Pai, e santificados pelo Espírito, para obedecer a Jesus Cristo e receber a sua parte da aspersão do seu sangue. A graça e a paz vos sejam dadas em abundância.3Bendito seja Deus, o Pai de nosso Senhor Jesus Cristo! Na sua grande misericórdia ele nos fez renascer pela ressurreição de Jesus Cristo dentre os mortos, para uma viva esperança,4para uma herança incorruptível, incontaminável e imarcescível, reservada para vós nos céus;5para vós que sois guardados pelo poder de Deus, por causa da vossa fé, para a salvação que está pronta para se manifestar nos últimos tempos.6É isto o que constitui a vossa alegria, apesar das aflições passageiras a vos serem causadas ainda por diversas provações,7para que a prova a que é submetida a vossa fé (mais preciosa que o ouro perecível, o qual, entretanto, não deixamos de provar ao fogo) redunde para vosso louvor, para vossa honra e para vossa glória, quando Jesus Cristo se manifestar.

Sequência do Santo Evangelho segundo

São Mateus 16, 13- 19

13Chegando ao território de Cesaréia de Filipe, Jesus perguntou a seus discípulos: No dizer do povo, quem é o Filho do Homem?14Responderam: Uns dizem que é João Batista; outros, Elias; outros, Jeremias ou um dos profetas.15Disse-lhes Jesus: E vós quem dizeis que eu sou?16Simão Pedro respondeu: Tu és o Cristo, o Filho de Deus vivo!17Jesus então lhe disse: Feliz és, Simão, filho de Jonas, porque não foi a carne nem o sangue que te revelou isto, mas meu Pai que está nos céus.18E eu te declaro: tu és Pedro, e sobre esta pedra edificarei a minha Igreja; as portas do inferno não prevalecerão contra ela.19Eu te darei as chaves do Reino dos céus: tudo o que ligares na terra será ligado nos céus, e tudo o que desligares na terra será desligado nos céus.

Viva Cristo Rei e Maria Rainha.
Rezem todos os dias o Santo Rosário. 

quarta-feira, 21 de fevereiro de 2018

Quarta-feira de Têmporas.

21/02 Quarta-feira
Festa de Segunda Classe
Paramentos Roxos
Jejum e abstinência
Façam penitência.

Leitura da Epístola do livro dos 

I Reis 19, 3-8
3 Elias teve medo, e partiu para salvar a sua vida. Chegando a Bersabéia, em Judá, deixou ali o seu servo, 4 e andou pelo deserto um dia de caminho. Sentou-se debaixo de um junípero e desejou a morte: Basta, Senhor, disse ele; tirai-me a vida, porque não sou melhor do que meus pais. 5 Deitou-se por terra, e adormeceu debaixo do junípero. Mas eis que um anjo tocou-o, e disse: Levanta-te e come. 6 Elias olhou e viu junto à sua cabeça um pão cozido debaixo da cinza, e um vaso de água. Comeu, bebeu e tornou a dormir. 7 Veio o anjo do Senhor uma segunda. vez, tocou-o e disse: Levanta-te e come, porque tens um longo caminho a percorrer. 8 Elias levantou-se, comeu e bebeu e, com o vigor daquela comida, andou quarenta dias e quarenta noites, até Horeb, a montanha de Deus.


Sequência do Santo Evangelho 


São Mateus 12, 38-50 
38 Então alguns escribas e fariseus tomaram a palavra: Mestre, quiséramos ver-te fazer um milagre. 39 Respondeu-lhes Jesus: Esta geração adúltera e perversa pede um sinal, mas não lhe será dado outro sinal do que aquele do profeta Jonas: 40  do mesmo modo que Jonas esteve três dias e três noites no ventre do peixe, assim o Filho do Homem ficará três dias e três noites no seio da terra. 41 No dia do juízo, os ninivitas se levantarão com esta raça e a condenarão, porque fizeram penitência à voz de Jonas. Ora, aqui está quem é mais do que Jonas. 42 No dia do juízo, a rainha do Sul se levantará com esta raça e a condenará, porque veio das extremidades da terra para ouvir a sabedoria de Salomão. Ora, aqui está quem é mais do que Salomão. 43 Quando o espírito impuro sai de um homem, ei-lo errante por lugares áridos à procura de um repouso que não acha. 44 Diz ele, então: Voltarei para a casa donde saí. E, voltando, encontra-a vazia, limpa e enfeitada. 45 Vai, então, buscar sete outros espíritos piores que ele, e entram nessa casa e se estabelecem aí; e o último estado daquele homem torna-se pior que o primeiro. Tal será a sorte desta geração perversa. 46 Jesus falava ainda à multidão, quando veio sua mãe e seus irmãos e esperavam do lado de fora a ocasião de lhe falar. 47 Disse-lhe alguém: Tua mãe e teus irmãos estão aí fora, e querem falar-te. 48 Jesus respondeu-lhe: Quem é minha mãe e quem são meus irmãos? 49 E, apontando com a mão para os seus discípulos, acrescentou: Eis aqui minha mãe e meus irmãos. 50 Todo aquele que faz a vontade de meu Pai que está nos céus, esse é meu irmão, minha irmã e minha mãe.

Viva Cristo Rei e Maria Rainha.
Rezem todos os dias o Santo Rosário.

21 de fevereiro dia Santa Abadessa Adelaide,Virgem.

(+ 1015)
  A Santa Virgem e abadessa Adelaide descendia dos célebres condes de Geldern. Os pais, Megengoz e Gerberga tiveram, fora de Adelaide, ainda um filho e duas filhas. Uma destas entrou para o convento de Santa Maria em Colônia - Alemanha, Adelaide fez-se religiosa de Santa Úrsula, na mesma cidade.
  Ambas foram eleitas abadessas pela respectiva comunidade a que pertenciam. Quando os pais, por ocasião da morte do filho, construíram uma Igreja e um convento em Villich, Adelaide passou a ser abadessa desse mosteiro. Com ela entraram muitas donzelas e foi introduzida a regra de São Bento.
   Em Adelaide possuíam as religiosas uma verdadeira mãe que, com muita habilidade, guiava as filhas no caminho da perfeição e santidade, sendo-lhes em todas as virtudes cristãs modelo perfeito.
  A mesma caridade que reinava no convento, Adelaide tinha para com os pobres e doentes, que se lhe dirigiam. Quinze pobres eram seus hóspedes quotidianos. No tempo de uma grande fome, o convento de Villich foi a salvação para muita gente. Grande parte de sua herança destinou Adelaide para a pobreza. Pela morte de sua irmã Bertrada, abadessa do Convento de Santa Maria, no Capitólio, em Colônia, para lá foi transferida, na mesma qualidade de abadessa. Lá morreu em 1015. Deus se serviu de sua serva para operar grandes milagres, dos quais dois sejam aqui mencionados. Uma pessoa possessa do demônio ficou livre desta escravidão, e um menino paralítico recuperou o uso dos membros.

 Viva Cristo Rei e Maria Rainha.
Rezem todos os dias o Santo Rosário.

terça-feira, 20 de fevereiro de 2018

Comentários Eleison – por Dom Williamson Número DLIII (553) (17 de fevereiro de 2018)

 


Pobres pais! Será que não há nada que possamos fazer?
Fiquem atentos, na próxima semana uma ou duas ideias iremos trazer.

Há quase 20 anos um sacerdote da Fraternidade Sacerdotal São Pio X, mestre de uma casa de retiros inacianos na França e, portanto, em contato direto com os problemas das famílias católicas tradicionalistas, escreveu um excelente editorial sobre Como os nossos jovens estão evoluindo. Ele pinta uma imagem sombria, e infelizmente, desde então, ela só se tornou mais obscura. Não devemos desesperar, mas, por outro lado, os pais devem ver as coisas como são. Não é como se os jovens de hoje não tivessem culpa, mas os pais devem fazer todo o possível para colocá-los no caminho para o Céu, porque ainda hoje essa é a responsabilidade dos pais. Aqui está a imagem obscura, adaptada e abreviada de Revue Marchons Droit, nº 90, avril-mai-juin, 2000:

Vemos nos retiros jovens crescendo incapazes de reconstruir a Cristandade. Os sacrifícios feitos por pais e professores parecem não ter dado frutos proporcionais. Algo não está funcionando, claramente, e se não reagirmos, então dentro de duas gerações seremos engolidos pelo espírito do mundo.

Os jovens entre 18 e 30 anos de idade que observamos são profundamente ignorantes sobre a crise na Igreja e no mundo, não porque não tenham sido ensinados, mas por falta de interesse. Em termos gerais, eles seguem a linha de seus pais, mas eles não podem explicar por conta própria o que está errado com a Nova Missa, com o Vaticano II, com a Nova Ordem Mundial. Nunca tendo tido de lutar, defender suas crenças ou resistir, e nunca tendo estudado por si mesmos, quando eles conhecem o mundo, cedem facilmente. Eles querem ser como todos os outros, não querem ser diferentes, não têm a convicção pessoal de defender a Tradição Católica, e, ao invés de serem apóstolos de Cristo, pouco a pouco vão com a corrente.

Onde estarão amanhã as boas vocações, as boas famílias cristãs de que tão urgentemente precisamos? As vocações são cada vez mais raras, os casamentos tornam-se fracos ou murcham completamente, a formação amolece e a imaturidade domina. O que todos os jovens querem é aproveitar a vida. Os meninos não têm caráter, senso de responsabilidade, generosidade, autocontrole, tudo o que os pais devem inculcar neles para transformá-los em homens em quem podemos confiar para o futuro: homens casados, maduros, pensativos, trabalhadores, magnânimos. Sem homens de convicção, onde estarão os chefes de família de amanhã?
As meninas também estão sendo criadas em desordem. Em vez de prepararem-se para a maternidade e cuidarem de uma família, elas aprendem a desprezar a domesticidade, que é a sua verdadeira vocação, e são encorajadas a estudar mais e mais tempo, adquirindo assim um espírito de independência ao lado de um mundanismo que se volta para a moda, para as festas e para a música rock. Como podem as mães permitir as minissaias e calças de suas filhas, os seus vestidos indecentes em festas que são óbvias ocasiões de pecado, onde desperdiçam seu tempo e mancham a pureza de seus corações?
O resultado é que os jovens se casam aos 20 ou 22 anos, quando não estão absolutamente preparados; e logo as crianças chegam, quando eles ainda não têm ideia de como educá-las. Se eu olhar para os casais jovens que casei – na Tradição – desde a minha ordenação em 1980, graças a Deus não houve divórcios, mas devo dizer que a metade dos casamentos está por um fio, mantendo-se unidos apelas pelos “princípios católicos” dos jovens. Pais, vocês percebem o que precisam dar aos seus filhos para o futuro deles no mundo de hoje? Vocês devem, pelo amor de Deus, formar seus filhos para serem homens dignos deste nome, e suas filhas para serem mulheres dignas deste nome. Cumpram com seu dever. Caso contrário, seus filhos correm o risco de perderem suas almas, e a Cristandade estará acabada.


Não há dúvida de que Padre Delagneau esteja correto. A Cristandade está em grave perigo, nada menos que isso. Agora podemos ver por que em 2018 Deus está permitindo que a Europa, e a França em particular, seja ocupada por Seus inimigos com outros inimigos Seus? E por que Ele está permitindo que a Fraternidade Sacerdotal São Pio X deslize para os braços de Seus inimigos? Ele não nos criou para cairmos no Inferno. Ele nos criou para combatermos o bom combate a fim de chegarmos ao Céu. E Ele permitirá qualquer desastre que nos distancie do caminho do Inferno e nos coloque de volta no caminho do Céu. Esperem por isso!
   
Kyrie eleison.
 
 Viva Cristo Rei e Maria Rainha.
Rezem todos os dias o Santo Rosário.

Terça-feira da Primeira semana da Quaresma

20/02 Terça-feira
 Festa de Terceira Classe 
Paramentos Roxos
 http://2.bp.blogspot.com/-Bbrxffx18yk/UB5O2JcONVI/AAAAAAAAB4I/0rJnsfV5dt4/s1600/cristo-expulsando-os-vendilhoes-do-templo-quadro-de-luca-giordano-1634-1705-121575.jpg


Leitura do Livro do Profeta

Isaías 55, 6-11
 6Buscai o Senhor, já que ele se deixa encontrar; invocai-o, já que está perto.7Renuncie o malvado a seu comportamento, e o pecador a seus projetos; volte ao Senhor, que dele terá piedade, e a nosso Deus que perdoa generosamente.8Pois meus pensamentos não são os vossos, e vosso modo de agir não é o meu, diz o Senhor;9mas tanto quanto o céu domina a terra, tanto é superior à vossa a minha conduta e meus pensamentos ultrapassam os vossos.10Tal como a chuva e a neve caem do céu e para lá não volvem sem ter regado a terra, sem a ter fecundado, e feito germinar as plantas, sem dar o grão a semear e o pão a comer,11assim acontece à palavra que minha boca profere: não volta sem ter produzido seu efeito, sem ter executado minha vontade e cumprido sua missão.12Sim, partireis com júbilo, e sereis reconduzidos em paz; montanhas e colinas aclamar-vos-ão, e todas as árvores do campo vos aplaudirão.13Em lugar do espinheiro, crescerá o cipreste, em lugar da urtiga, crescerá a murta; isso será para o renome do Senhor, um título para sempre imperecível.

Sequência do Santo Evangelho 

São Mateus, 21, 10-17
10Quando ele entrou em Jerusalém, alvoroçou-se toda a cidade, perguntando: Quem é este?11A multidão respondia: É Jesus, o profeta de Nazaré da Galiléia.12Jesus entrou no templo e expulsou dali todos aqueles que se entregavam ao comércio. Derrubou as mesas dos cambistas e os bancos dos negociantes de pombas,13e disse-lhes: Está escrito: Minha casa é uma casa de oração (Is 56,7), mas vós fizestes dela um covil de ladrões (Jr 7,11)!14Os cegos e os coxos vieram a ele no templo e ele os curou,15com grande indignação dos príncipes dos sacerdotes e dos escribas que assistiam a seus milagres e ouviam os meninos gritar no templo: Hosana ao filho de Davi!16Disseram-lhe eles: Ouves o que dizem eles? Perfeitamente, respondeu-lhes Jesus. Nunca lestes estas palavras: Da boca dos meninos e das crianças de peito tirastes o vosso louvor (Sl 8,3)?17Depois os deixou e saiu da cidade para hospedar-se em Betânia.
 

Viva Cristo Rei e Maria Rainha.
Rezem todos os dias o Santo Rosário.

20 de fevereio dia de Santo Euquério, Bispo e Confessor.

(+ Hasbain, 738)

O bispo francês Euquério foi um grande defensor da Igreja em seu tempo. Defensor não só de seus conceitos e dogmas, mas também dos seus bens, que tanto atraíam os poderosos. Destacou­-se desde jovem pela sabedoria, pela santidade e pela devoção a Maria Santíssima.

Nascido em Orléans, na França, recebeu disciplina e educação cristã desde o berço. Antes de dar à luz o menino, a mãe já o dedicara a Deus. De boa inteligência, Euquério ocupou sempre um dos primeiros lugares entre os condiscípulos. Cedo se acostumou a ler um ou outro trecho da Escritura. Certa vez leu as palavras de S. Paulo (I. Cor. 7, 29, 31.) “O tempo é breve! O que resta é que, não só os que têm mulheres, sejam como se as não tivessem, mas também os que choram, como se não chorassem; e os que usam deste mundo, como se dele não usassem; porque a figura deste mundo passa”. Impressionado e iluminado por estas palavras, conheceu a vaidade do mundo e resolveu dizer-lhe adeus, entrando numa ordem religiosa. Assim que a idade o permitiu, entrou para o mosteiro de Lumièges, às margens do rio Sena. Seus sete anos de atuação ali foram marcados pela auto-penitência que, de tão severa, chegava a lembrar os monges eremitas do Oriente. Esse período fez dele o candidato natural à sucessão do bispo de sua cidade natal. Humilde, Euquério tentou recusar, mas foram tantos os pedidos de seus irmãos de hábito e do povo em geral, que acabou aceitando.

Seu bispado foi marcado pelo respeito às tradições e à disciplina. Euquério chegou a enfrentar o rei francês Carlos Martel, que pretendia se apossar de bens da Igreja, dirigindo-lhe censuras graves, como faria a qualquer outra ovelha de seu rebanho, se fosse necessário. O rei, apesar de precisar dos bens para aumentar as finanças e continuar a guerra contra os sarracenos muçulmanos, deixou de lado sua intenção. Entretanto, tramou ardilosamente a transferência do bispo da diocese, para afastá-lo de sua querida cidade de Órleans.

Euquério foi transferido para Colônia, na Alemanha, onde também conquistou o respeito e o carinho do povo e do clero. Então o vingativo rei conseguiu que fosse mandado para mais longe, Liège. Ele viveu seis anos no exílio e passou seus últimos dias no convento de São Trondom.

O bispo Euquério morreu no dia 20 de fevereiro de 738 e suas relíquias permaneceram guardadas na igreja desse convento, na diocese de Mastrichiti. O seu culto se perpetua pela devoção dos fiéis tanto na França, quanto na Alemanha e em todo o mundo cristão.

 Viva Cristo Rei e Maria Rainha.
Rezem todos os dias o Santo Rosário.

segunda-feira, 19 de fevereiro de 2018

Segunda-feira da primeira semana da quaresma

19/02 Segunda-feira
Festa de Terceira Classe
Paramentos Roxos


Leitura da Epístola extraída do livro do profeta

Ezequiel 34,11-16
11 Pois eis o que diz o Senhor Javé: vou tomar eu próprio o cuidado com minhas ovelhas, velarei sobre elas. 12 Como o pastor se inquieta por causa de seu rebanho, quando se acha no meio de suas ovelhas tresmalhadas, assim me inquietarei por causa do meu; eu o reconduzirei de todos os lugares por onde tinha sido disperso num dia de nuvens e de trevas. 13 Eu as recolherei dentre os povos e as reunirei de diversos países, para reconduzi-las ao seu próprio solo e fazê-las pastar nos montes de Israel, nos vales e nos lugares habitados da região. 14 Eu as apascentarei em boas pastagens, elas serão levadas a gordos campos sobre as montanhas de Israel; elas repousarão sobre as verdes relvas, terão sobre os montes de Israel abundantes pastagens. 15 Sou eu que apascentarei minhas ovelhas, sou eu que as farei repousar - oráculo do Senhor Javé. 16 A ovelha perdida eu a procurarei; a desgarrada, eu a reconduzirei; a ferida, eu a curarei; a doente, eu a restabelecerei, e velarei sobre a que estiver gorda e vigorosa. Apascentá-las-ei todas com justiça.

Sequência do Santo Evangelho
São Mateus 25, 31-46
31 Quando o Filho do Homem voltar na sua glória e todos os anjos com ele, sentar-se-á no seu trono glorioso. 32 Todas as nações se reunirão diante dele e ele separará uns dos outros, como o pastor separa as ovelhas dos cabritos. 33 Colocará as ovelhas à sua direita e os cabritos à sua esquerda. 34 Então o Rei dirá aos que estão à direita: - Vinde, benditos de meu Pai, tomai posse do Reino que vos está preparado desde a criação do mundo, 35 porque tive fome e me destes de comer; tive sede e me destes de beber; era peregrino e me acolhestes; 36 nu e me vestistes; enfermo e me visitastes; estava na prisão e viestes a mim. 37 Perguntar-lhe-ão os justos: - Senhor, quando foi que te vimos com fome e te demos de comer, com sede e te demos de beber? 38 Quando foi que te vimos peregrino e te acolhemos, nu e te vestimos? 39 Quando foi que te vimos enfermo ou na prisão e te fomos visitar? 40 Responderá o Rei: - Em verdade eu vos declaro: todas as vezes que fizestes isto a um destes meus irmãos mais pequeninos, foi a mim mesmo que o fizestes. 41 Voltar-se-á em seguida para os da sua esquerda e lhes dirá: - Retirai-vos de mim, malditos! Ide para o fogo eterno destinado ao demônio e aos seus anjos. 42 Porque tive fome e não me destes de comer; tive sede e não me destes de beber; 43 era peregrino e não me acolhestes; nu e não me vestistes; enfermo e na prisão e não me visitastes. 44 Também estes lhe perguntarão: - Senhor, quando foi que te vimos com fome, com sede, peregrino, nu, enfermo, ou na prisão e não te socorremos? 45 E ele responderá: - Em verdade eu vos declaro: todas as vezes que deixastes de fazer isso a um destes pequeninos, foi a mim que o deixastes de fazer. 46 E estes irão para o castigo eterno, e os justos, para a vida eterna. 

Viva Cristo Rei e Maria Rainha.
Rezem todos os dias o Santo Rosário.

Dia 19 de fevereiro dia de Santo Martiniano,Confessor.




Santo Martiniano

 São Martiniano era um monge eremita, mas acabou se tornando um andarilho para que o pecado nunca o achasse "em endereço fixo". 
   Martiniano era natural da Cesaréia, na Palestina, nasceu no século IV. Desde a tenra idade decidiu ligar sua vida à Deus e aos dezoito anos ingressou numa comunidade de eremitas, não muito distante da sua cidade, onde se entregou à vida reclusa e viveu durante sete anos. A fama de sua sabedoria percorreu a Palestina e Martiniano passou a ser procurado por gente de todo o país que lhe pedia conselhos, orientação espiritual, a cura de doenças e até a expulsão de maus espíritos. Ganhou fama de santidade e essa fama atraiu Zoé, uma jovem cortesã. 
  Zoé era milionária, bela e conhecida como uma mulher de costumes arrojados e pouco recomendáveis. Fez uma espécie de aposta em seu círculo de amizades indivíduos de sua laia o plano diabólico e afirmou que faria o casto monge se perder. Disfarçando-se em pobre abandonada, chegou pela tardinha à casa de Martiniano e pediu agasalho: “Tende compaixão de mim, homem de Deus! Não permitais que eu seja presa das feras. Perdi-me na floresta e sem orientação, não sei para onde me dirigir”,pedindo abrigo. Ele deixou que entrasse, acomodou-a e foi para os aposentos do fundo da casa, onde rezou entoando cânticos de louvor ao Senhor. O bom do eremita levantou as mãos ao céu, chamou a Deus em auxílio, e só depois de muitos rogos da parte da mulher, consentiu que lhe entrasse na gruta. Para si procurou um outro abrigo e passou a noite toda em oração.
   Zoé, porém, trocou os andrajos enganosos por um vestido sedutor. Quando, na manhã seguinte, Martiniano chegou à gruta, Zoé se apresentou em todo o esplendor e grande foi a surpresa do santo homem, pois não a conhecia. Zoé deu-se a conhecer, manifestou ao eremita sua verdadeira intenção e com maneiras blandiciosas e afáveis, tentou-o ao pecado. A proposta, disse-lhe, que te faço não te deve ser estranha e é bem compatível com teu  modo de vida. Sabes que os santos do antigo testamento eram favorecidos pela fortuna e casados. Eis me aqui para oferecer-te, junto com minha pessoa os meus grandes bens”.
  Martiniano, em vez de enxotar a sedutora, mostrou-lhe simpatia e fraqueou. Deus permitiu esta fraqueza, talvez para lhe castigar o orgulho, que não o deixou enxergar o perigo e fê-lo confiar em si. À hora em que, por costume, pessoas vinham para ouvir-lhe os conselhos e receber-lhe a benção, Martiniano saiu da gruta. Mal ficou sozinho, caiu em si e a consciência começou a atormentá-lo com suas acusações. O arrependimento foi tão grande, que mal podia sustentar-se. Depois juntou alguma lenha, acendeu-a e quando tinha boa brasa, meteu os pés dentro e disse: “Martiniano, se agüentares este fogo, continua a pecar; do contrário, como poderás sofrer o fogo eterno, que mereceste pelo pecado?”
   Chamando a mulher, disse-lhe: “Vem ponha aqui teus pés, se queres pecar”. Zoé, vendo o espetáculo que se lhe desenrolava diante dos olhos, impressionou-se grandemente e o coração tomou-se-lhe de profunda contrição. Imediatamente tirou a roupa escandalosa, meteu-a no fogo, pediu perdão ao eremita e conselho sobre o que havia de fazer, para obter remissão dos pecados. Martiniano ordenou-lhe que fosse para o convento de Santa Paula, em Belém e lá passasse o resto da vida em penitência. Zoé obedeceu, pediu e obteve a admissão no convento indicado e tão radical foi sua conversão que de pecadora tornou-se grande penitente e Santa.
    Martiniano julgou ser vontade de Deus abandonar o lugar de sua infelicidade e procurou uma ermida, situada, numa ilha lá ficou durante seis anos, constando-lhe a alimentação de pão, água e palmitos, que pescadores de vez em quando lhe traziam. Pelo fim do sexto ano de desterro, naufragou naquela ilha um navio. Dos náufragos sobreviveu uma jovem de vinte e cinco anos que pediu auxílio a Martiniano; este lhe fez a caridade, que as circunstâncias exigiam. Para não se expor novamente ao perigo, resolveu fugir. Confiado no auxílio divino atirou-se na água para, a nado, ganhar o continente. Deus o protegeu visivelmente, mandando dois delfins que o levaram à terra. A donzela ficou na ilha, levando vida santa. Martiniano, porém tomou a resolução de não mais ter domicílio fixo. Fiel a este propósito, andava de um lugar a outro, implorando a caridade dos cristãos. Nessas viagens chegou a Atenas, onde entrou numa Igreja, quando sentiu as forças o abandonarem. Com muita devoção recebeu os santos Sacramentos. Poucos dias depois entregou a alma ao Criador. As suas últimas palavras foram: “Senhor, em vossas mãos recomendo o meu espírito”. Martiniano morreu no ano de 400. A Igreja oriental presta-lhe grandes homenagens. Os restos mortais acham-se depositados numa Igreja de Constantinopla, situada perto da mesquita de Santa Sofia.

 Viva Cristo Rei e Maria Rainha.
Rezem todos os dias o Santo Rosário.

domingo, 18 de fevereiro de 2018

Primeiro Domingo da Quaresma.

18/02 Domingo 
Festa de Primeira Classe
Paramentos Roxos
Voici que les anges s'approchèrent et ils le servaient


Leitura da Epístola de São Paulo aos

II Corintios 6,1-10
1 Na qualidade de colaboradores seus, exortamo-vos a que não recebais a graça de Deus em vão. 2 Pois ele diz: Eu te ouvi no tempo favorável e te ajudei no dia da salvação (Is 49,8). Agora é o tempo favorável, agora é o dia da salvação. 3 A ninguém damos qualquer motivo de escândalo, para que o nosso ministério não seja criticado. 4 Mas em todas as coisas nos apresentamos como ministros de Deus, por uma grande constância nas tribulações, nas misérias, nas angústias, 5 nos açoites, nos cárceres, nos tumultos populares, nos trabalhos, nas vigílias, nas privações; 6 pela pureza, pela ciência, pela longanimidade, pela bondade, pelo Espírito Santo, por uma caridade sincera, 7 pela palavra da verdade, pelo poder de Deus; pelas armas da justiça ofensivas e defensivas, 8 através da honra e da desonra, da boa e da má fama. 9 Tidos por impostores, somos, no entanto, sinceros; por desconhecidos, somos bem conhecidos; por agonizantes, estamos com vida; por condenados e, no entanto, estamos livres da morte. 10 Somos julgados tristes, nós que estamos sempre contentes; indigentes, porém enriquecendo a muitos; sem posses, nós que tudo possuímos! 

Sequência do Santo Evangelho 

São Mateus 4,1-11
1 Em seguida, Jesus foi conduzido pelo Espírito ao deserto para ser tentado pelo demônio. 2 Jejuou quarenta dias e quarenta noites. Depois, teve fome. 3 O tentador aproximou-se dele e lhe disse: Se és Filho de Deus, ordena que estas pedras se tornem pães. 4 Jesus respondeu: Está escrito: Não só de pão vive o homem, mas de toda palavra que procede da boca de Deus (Dt 8,3). 5 O demônio transportou-o à Cidade Santa, colocou-o no ponto mais alto do templo e disse-lhe: 6 Se és Filho de Deus, lança-te abaixo, pois está escrito: Ele deu a seus anjos ordens a teu respeito; proteger-te-ão com as mãos, com cuidado, para não machucares o teu pé em alguma pedra (Sl 90,11s). 7 Disse-lhe Jesus: Também está escrito: Não tentarás o Senhor teu Deus (Dt 6,16). 8 O demônio transportou-o uma vez mais, a um monte muito alto, e lhe mostrou todos os reinos do mundo e a sua glória, e disse-lhe: 9 Dar-te-ei tudo isto se, prostrando-te diante de mim, me adorares. 10 Respondeu-lhe Jesus: Para trás, Satanás, pois está escrito: Adorarás o Senhor teu Deus, e só a ele servirás (Dt 6,13). 11 Em seguida, o demônio o deixou, e os anjos aproximaram-se dele para servi-lo. 
 Viva Cristo Rei e Maria Rainha.
Rezem todos os dias o Santo Rosário.

18 de fevereiro dia de São Simeão,Bispo e Martir


São Simeão saudamos um parente próximo de Nosso Senhor Jesus Cristo. O pai, Cleófas, era irmão de São José, e sua mãe , Maria, parenta muito chegada da SS.Virgem. Era irmão do Apóstolo São Tiago Menor, amigo muito dedicado de Nosso Senhor, testemunha ocular de sua Paixão e Ressurreição.
Com os demais Apóstolos recebeu o Espírito Santo no dia de Pentecostes, e quando estes procuraram cada um o campo de sua ação evangélica, Simeão ficou em Jerusalém, com seu irmão Tiago, primeiro Bispo daquela cidade. São Tiago sucumbiu à sanha feroz dos judeus e morreu mártir. São Simeão, por ordem do Conselho dos Apóstolos, continuou a obra do irmão, sucedendo-lhe como Bispo de Jerusalém. 
Com um zelo verdadeiramente apostólico, pregou a doutrina de Cristo a judeus e pagãos, e pelo exemplo edificou a jovem Igreja. Sob seu governo cumpriu-se a terrível profecia de Nosso Senhor sobre Jerusalém. Os judeus, em vez de ouvir os conselhos dos Apóstolos, correram atrás de falsos profetas e levantaram-se contra os romanos, o que foi sua perdição. Antes, porém, do imperador Vespasiano cercar e atacar a cidade, os cristãos, por um aviso que receberam do céu, tiveram tempo de providenciar o seu êxodo. Simeão, obedecendo à voz de Deus, retirou-se para a cidade de Pela, onde, com toda a calma, pode dedicar- se ao munus apostólico, enquanto em Jerusalém não ficou pedra sobre pedra. Mais de um milhão de homens morreram de fome, de miséria, vitimados por doenças, ou crucificados pelos romanos; cem mil judeus foram levados à escravidão. Tendo terminado o terrível castigo, com que Deus profligou a cidade deicida, os cristãos voltaram, e por entre os escombros e ruínas construíram casas e continuaram a viver em paz, servindo a Deus Nosso Senhor. Muitos judeus, vendo os grandes milagres que o Apóstolo fazia, converteram-se ao cristianismo. O demônio, inimigo de todo o bem, observou com maus olhos o progresso da religião de Cristo na Capital da Judéia. Não lhe sendo possível causar maiores males, semeou cizânia que medrou produzindo várias heresias, as quais S. Simeão pode logo abafar.

Trajano era imperador de Roma. Na perseguição que decretou contra os cristãos, visou principalmente evitar, que a família e os descendentes daquela estirpe pudessem conceber a ideia de restaurar o reino dravídico ou de proclamar um novo Messias, e levar os judeus a uma grande rebelião. Foi bastante esta preocupação do monarca, para os judeus e hereges de Jerusalém lhe denunciarem o nome de Simeão, que realmente era da família de Davi.

Simeão, ancião de 120 anos, recebeu ordem de prisão e intimação de prestar homenagem aos deuses. “Nunca, nunca – foi à resposta do venerável Apóstolo – nunca jamais farei tal coisa, negando e traindo assim meu Mestre e Senhor Jesus Cristo. Teus deuses têm sido entes infames e ímpios; Jesus Cristo, porém, é Deus verdadeiro”. – No meio da cruel flagelação, a que o desumano governador o sujeitou, Simeão louvou e bendisse o nome de Nosso Senhor Jesus Cristo. Vendo que nada conseguia, o governador condenou-o à morte da cruz. Honra maior não lhe podia ser dispensada, e por isso Simeão, ouvindo esta sentença, exultou de alegria. Ele próprio se estendeu sobre o instrumento do martírio e ofereceu aos algozes as mãos e os pés. Do alto da cruz ainda confessou o nome do divino Mestre, rezou pelos inimigos e entregou o espírito.

 Viva Cristo Rei e Maria Rainha.
Rezem todos os dias o Santo Rosário.

sábado, 17 de fevereiro de 2018

Sábado depois das Cinzas.

17/02 Sábado 
Festa de Terceira Classe
Paramentos Roxos

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Leitura da Epístola extraída do livro de

Isaías 58,9-14
9 Então às tuas invocações, o Senhor responderá, e a teus gritos dirá: Eis-me aqui! Se expulsares de tua casa toda a opressão, os gestos malévolos e as más conversações; 10 se deres do teu pão ao faminto, se alimentares os pobres, tua luz levantar-se-á na escuridão, e tua noite resplandecerá como o dia pleno. 11 O Senhor te guiará constantemente, alimentar-te-á no árido deserto, renovará teu vigor. Serás como um jardim bem irrigado, como uma fonte de águas inesgotáveis. 12 Reerguerás as ruínas antigas, reedificarás sobre os alicerces seculares; chamar-te-ão o reparador de brechas, o restaurador das moradias em ruínas. 13 Se te abstiveres de calcar aos pés o sábado, de cuidar de teus negócios no dia que me é consagrado, se achares o sábado um dia maravilhoso, se achares respeitável o dia consagrado ao Senhor, se tu o venerares não seguindo os teus caminhos, não te entregando às tuas ocupações e às conversações, 14 então encontrarás tua felicidade no Senhor: eu te farei galgar as alturas da terra, e gozar a herança de Jacó, teu pai; porque a boca do Senhor falou.


Sequência do Santo Evangelho 

São Marcos 6, 47-56
47 À noite, achava-se a barca no meio do lago e ele, a sós, em terra. 48 Vendo-os se fatigarem em remar, sendo-lhes o vento contrário, foi ter com eles pela quarta vigília da noite, andando por cima do mar, e fez como se fosse passar ao lado deles. 49 À vista de Jesus, caminhando sobre o mar, pensaram que fosse um fantasma e gritaram; 50 pois todos o viram e se assustaram. Mas ele logo lhes falou: Tranquilizai vos, sou eu; não vos assusteis! 51 E subiu para a barca, junto deles, e o vento cessou. Todos se achavam tomados de um extremo pavor, 52 pois ainda não tinham compreendido o caso dos pães; os seus corações estavam insensíveis. 53 Navegaram para o outro lado e chegaram à região de Genesaré, onde aportaram. 54 Assim que saíram da barca, o povo o reconheceu. 55 Percorrendo toda aquela região, começaram a levar, em leitos, os que padeciam de algum mal, para o lugar onde ouviam dizer que ele se encontrava. 56 Onde quer que ele entrasse, fosse nas aldeias ou nos povoados, ou nas cidades, punham os enfermos nas ruas e pediam-lhe que os deixassem tocar ao menos na orla de suas vestes. E todos os que tocavam em Jesus ficavam sãos.
 Viva Cristo Rei e Maria Rainha.
Rezem todos os dias o Santo Rosário.

17 de fevereiro dia de São Flaviano de Constantinopla, Bispo, Mártir, Santo

São Flaviano, rogai por nós!
Nesta crise que hoje também enfrentamos dentro do seio da Igreja.

Flaviano, sucessor de São Proclo, ocupou a sede patriarcal de Constantinopla durante os três anos de 446-449. Seu governo coincidiu com uma época agitadíssima da Igreja Oriental. Heresias, graves dissensões e lutas intensas perturbavam a paz e tornavam quase insuportáveis a permanência na capital do império grego. Flaviano, envolvido fatalmente nas agitações político-religiosas daquele tempo, com a solidez de suas virtudes, com a firmeza de seu carácter, conservando-se sempre superior e absoluto senhor da situação, apresenta a figura dum grande Patriarca, digno da admiração de todos os tempos. A modéstia, unida à firmeza, à paciência imperturbável nas situações mais críticas, fizeram com que não se esquecesse nunca de sua alta posição e das obrigações a ela ligadas.

Logo após a sua eleição para Patriarca se deu um fato: presságio de lutas vindouras. Segundo o costume daquele tempo, o Patriarca eleito enviara ao Imperador os tais chamados eulógias, isto é, pão bento, símbolo da paz e concórdia. A oferta de Flaviano foi devolvida, com a retificação que só seriam aceitas eulógias de ouro. O Patriarca respondeu: “Ouro e prata não me pertencem”.

Quando a heresia monofisítica do arquimandrita Eutiches começou a ganhar terreno em Constantinopla, Flaviano se lhe opôs, com toda a energia e franqueza apostólica. Principiou com esta campanha a subida para o Calvário do intemerato antístite. Eusébio de Doriléia, com um solene protesto contra a nova doutrina, dera sinal de alarme. Flaviano convocou um Concílio local em Constantinopla (448); que examinou a doutrina eutichiana e a condenou. Contra o autor foi lançada a excomunhão. Tendo na questão o apoio incondicional do grande Papa Leão I, Flaviano não mais hesitou em entrar em luta aberta contra os poderosos amigos de Eutiches. Os que como tais se revelaram, eram o eunuco Crisáfio, favorito e tesoureiro do Imperador Teodósio II e Dioscuro, Bispo de Alexandria; dois formidáveis adversários, cuja política outra mira não visava, a não ser deposição e expulsão do Patriarca. Para alcançar este fim, todos os meios, por mais indignos que fossem, eram lhes aceitáveis. Vendo que o Patriarca não cedia, nem ameaças com o desagrado do Imperador lhe faziam modificar a atitude, trataram de alcançar de Teodósio a autorização para convocar um concílio, com o intuito de, como diziam, restabelecer a paz religiosa. O Concílio, chamado o latrocínio de Éfeso, realizou-se (449), sob a presidência de Dioscuro. Compareceram 135 Bispos. De um sínodo, onde só inimigos tinham representação, que justiça Flaviano podia esperar? De fato o sínodo de Éfeso foi a expressão da paixão, do ódio, do despotismo sem freio contra o Bispo católico.

A primeira humilhação foi à absolvição solene de Eutiches e a reabilitação de sua doutrina condenada. Seguiu-se a vergonha de Bispos subalternos declararem deposto o superior e pronunciarem contra ele a sentença da excomunhão. De nada valeu a apelação de alguns Bispos, que de joelhos suplicaram a Dioscuro que não cometesse tamanha injustiça e retirasse a sentença pronunciada contra Flaviano. A injustiça aí não parou. De oportuno apareceu um bando de gente armada, entre outros, monges fanatizados chefiados pelo afamado Barsumas, que com paus e facas se atiraram aos Bispos católicos, exigindo-lhes debaixo de terríveis ameaças, a assinatura do documento da deposição e condenação de Flaviano. Sem exemplo na história eclesiástica foi o tratamento bárbaro que Flaviano mesmo sofreu, no meio dos inimigos. O próprio Dioscuro (segundo outros Barsumas) pisou-o com os pés e as feridas que recebeu dos outros fanáticos foram tão graves, que morreu três dias depois.

O triunfo dos inimigos teve pouca duração. Dois anos depois se realizou o Concílio ecumênico de Calcedônia, que restabeleceu a honra do grande Patriarca, dando-lhe o título de Mártir glorioso, que morreu em testemunho da fé verdadeira. O Papa Hilário, que, como comissário apostólico, tinha presenciado as cenas horríveis do sínodo de Éfeso, construiu uma Igreja em honra do Bispo Mártir. Nela se vê um quadro artístico que representa o martírio de S. Flaviano.

Defendia São Flaviano o que a Igreja ensina:

A Igreja ensina que há em Jesus Cristo duas naturezas, a Divina e a Humana. A pessoa, porém, é uma só, a de Nosso Senhor Jesus Cristo, Homem-Deus.

A heresia de Nestório, condenada pela Igreja, vê em Jesus Cristo duas pessoas, uma divina e uma humana, uma bem diferente da outra. Eutiches ensinou, contrariamente a fé católica, e ao Nestorianismo que em Jesus Cristo há só uma natureza.

Em nossos dias os denfessores da Fé, como sempre ensinou a Tradição da Santa Igreja Catolica são os dois Grandes Bispos, Monsenhor Marcel Lefebvre e Monsenhor Dom Antônio de Castro Maia.


 Viva Cristo Rei e Maria Rainha.
Rezem todos os dias o Santo Rosário.

sexta-feira, 16 de fevereiro de 2018

Sexta feira depois das cinzas.

16/02 Sexta-feira
Festa de Terceira Classe
Paramentos Roxos



Leitura da Epístola extraído do livro de

Isaías 58,1-9
1 Clama em alta voz, sem constrangimento; faze soar a tua voz como a corneta. Denuncia a meu povo suas faltas, e à casa de Jacó seus pecados. 2 Sem dúvida eles me procuram dia após dia, desejam conhecer o comportamento que me agrada, como uma nação que houvesse sempre praticado a justiça, sem abandonar a lei de seu Deus. Informam-se junto a mim sobre as exigências da justiça, desejam a presença de Deus. 3 De que serve jejuar, se com isso não vos importais? E mortificar-nos, se nisso não prestais atenção? É que no dia de vosso jejum, só cuidais de vossos negócios, e oprimis todos os vossos operários. 4 Passais vosso jejum em disputas e altercações, ferindo com o punho o pobre. Não é jejuando assim que fareis chegar lá em cima vossa voz. 5 O jejum que me agrada porventura consiste em o homem mortificar-se por um dia? Curvar a cabeça como um junco, deitar sobre o saco e a cinza? Podeis chamar isso um jejum, um dia agradável ao Senhor? 6 Sabeis qual é o jejum que eu aprecio? - diz o Senhor Deus: É romper as cadeias injustas, desatar as cordas do jugo, mandar embora livres os oprimidos, e quebrar toda espécie de jugo. 7 É repartir seu alimento com o esfaimado, dar abrigo aos infelizes sem asilo, vestir os maltrapilhos, em lugar de desviar-se de seu semelhante. 8 Então tua luz surgirá como a aurora, e tuas feridas não tardarão a cicatrizar-se; tua justiça caminhará diante de ti, e a glória do Senhor seguirá na tua retaguarda. 9 Então às tuas invocações, o Senhor responderá, e a teus gritos dirá: Eis-me aqui! Se expulsares de tua casa toda a opressão, os gestos malévolos e as más conversações;

Sequência do Santo Evangelho 

São Mateus 5,43-48 e 6,1-6.
43 Tendes ouvido o que foi dito: Amarás o teu próximo e poderás odiar teu inimigo. 44 Eu, porém, vos digo: amai vossos inimigos, fazei bem aos que vos odeiam, orai pelos que vos [maltratam e] perseguem. 45 Deste modo sereis os filhos de vosso Pai do céu, pois ele faz nascer o sol tanto sobre os maus como sobre os bons, e faz chover sobre os justos e sobre os injustos. 46 Se amais somente os que vos amam, que recompensa tereis? Não fazem assim os próprios publicanos? 47 Se saudais apenas vossos irmãos, que fazeis de extraordinário? Não fazem isto também os pagãos? 48 Portanto, sede perfeitos, assim como vosso Pai celeste é perfeito.1 Guardai-vos de fazer vossas boas obras diante dos homens, para serdes vistos por eles. Do contrário, não tereis recompensa junto de vosso Pai que está no céu. 2 Quando, pois, dás esmola, não toques a trombeta diante de ti, como fazem os hipócritas nas sinagogas e nas ruas, para serem louvados pelos homens. Em verdade eu vos digo: já receberam sua recompensa. 3 Quando deres esmola, que tua mão esquerda não saiba o que fez a direita. 4 Assim, a tua esmola se fará em segredo; e teu Pai, que vê o escondido, recompensar-te-á. 5 Quando orardes, não façais como os hipócritas, que gostam de orar de pé nas sinagogas e nas esquinas das ruas, para serem vistos pelos homens. Em verdade eu vos digo: já receberam sua recompensa. 6 Quando orares, entra no teu quarto, fecha a porta e ora ao teu Pai em segredo; e teu Pai, que vê num lugar oculto, recompensar-te-á. 

Viva Cristo Rei e Maria Rainha.
Rezem todos os dias o Santo Rosário.